Entrosamento entre Scarpa e Sornoza e definição de lateral-esquerdo são algumas delas
O calendário brasileiro está cada vez mais apertado, mas os clubes ganharam uma folga importante em datas Fifa. O Fluminense, que tem apresentado um futebol ruim ultimamente, utilizará a semana para corrigir as falhas com a finalidade de voltar ao G6. O site Globoesporte.com listou as tarefas do técnico Abel Braga:
Sornoza e Scarpa juntos
Na eliminação para o Londrina, Sornoza voltou a jogar depois de mais de três meses parado após ter quebrado a perna esquerda. O equatoriano jogou o primeiro tempo contra a equipe paranaense e não conseguiu dar a vitória para o Tricolor e nem ser o protagonista, como antes da lesão.
Agora, Abel tem que fazer o camisa 20 voltar a apresentar o bom futebol, quando atuou junto com Scarpa. Além disso, a volta de Sornoza ajuda o Flu a ter mais variedade nas jogadas de ataque, uma vez que o camisa 10 não fica sobrecarregado na criação.
Wendel mais ofensivo
O volante que esteve envolvido em uma negociação com o PSG no fim da janela europeia não tem mostrado o mesmo futebol que o tornou xodó da torcida. Uma apresentação apagada contra o Londrina e ter saído vaiado contra o Vasco reforçam que o desempenho do garoto está abaixo do que os tricolores se acostumaram a ver.
Contra o Cruz-Maltino, o volante não deu opção no ataque como de costume e deixou Scarpa sobrecarregado na hora de criar. O mesmo aconteceu contra o Londrina, apenas trocando o camisa 10 pelo equatoriano Sornoza. A volta dos dois meias atuando juntos pode fazer com que Wendel volte a ser aquele coadjuvante de luxo.
Quem é o 6
Léo não é um lateral que passe confiança para a torcida tricolor e Abel optou por colocar Marlon para jogar contra o Londrina. Acontece que o lateral contratado do Criciúma recentemente não mostou um bom futebol na Primeira Liga. Fica a indefinição na vaga, mas a tendência é que Abel vá de Léo contra o Vitória.
Definição no gol
Criticado por parte da torcida e alternando entre boas e más partidas, Júlio César está longe de ser unanimidade. E os erros contra o Londrina, principalmente no segundo gol, deixam a posição do goleiro ameaçada. Cavalieri não atua há mais de três meses (desde 31 de maio, no jogo de volta contra o Grêmio pela Copa do Brasil), o que pode influenciar na decisão de Abel.
Voltar a marcar, e vencer
Nos último cinco jogos, quatro pelo Campeonato Brasileiro e um pela Primeira Liga, o Fluminense só venceu um jogo e balançou as redes somente na mesma partida: o 2 a 1 contra o Atlético-MG. As últimas cinco partidas resultaram em dois empates em 0 a 0 fora de casa (contra Santos e Ponte Preta), além das derrotas para Vasco e Londrina por 1 a 0 e 2 a 0, respectivamente.
Principal nome do ataque tricolor e grande esperança de gols para o Flu, Henrique Dourado não atuou contra o Londrina e enfrentou o Vasco, mas não chutou nenhuma vez a gol. O Ceifador precisa se fazer presente – assim como na partida contra o Galo, em que marcou os dois gols – e seguir como esperança de gols do Tricolor e se distanciar de Jô como artilheiro do Brasileirão.
![FRANCISCO HORTA - ENTREVISTA AO NETFLU Momento do Fluminense - Acho que é um momento rico. Onde se vê responsabilidade e muito amor ao clube. Os dirigentes atuais merecem o nosso respeito porque era mais fácil governar no passado do que no presente. O retrato do país no momento demonstra isso. De modo que essa situação confusa no país, tanto na política, como na economia, segurança, educação, na área da saúde, tudo isso repercute no Fluminense, no futebol brasileiro e carioca. Então, hoje, governar é naõ dormir. Governar é se impacientar, não ter paz. Temos de agradecer muito o esforço dos nossos dirigentes e não apenas do Fluminense, mas do futebol em geral. Então, naõ temos que ficar mergulhados no passado, ainda que ele tenha sido bom. Nunca tivemos uma crise como hoje. Eu estou às vésperas de completar 83 anos e nunca vi isso na minha vida. E o problema não é só no Brasil, mas no mundo. É um momento extremamente conturbado. Futebol - Temos um time. Um time que é possível ter. Uma equipe jovem, que se expõe, que corre, que combate, que luta com dignidade, que ganha, perde e empta. Porque é assim e sempre será assim. Mas vemos um técnico como o Abel de alta qualidade, de nível internacional, uma comissão competente, um corpo médico de primeiríssima qualidade, do vice-presidente, executivo, admiravelmente bem constituída. Eu admiro muit a formação de jogadores expressivos de Xerém, É uma fábrica. Quem tem uma fábrica melhor do que Xerém? Ninguém. Temos de orgulhar de tudo isso, pensar no lado bom. Não ficarmos apenas com as preocupações do dia a dia. Acho que a família tricolor, numerosa, se orgulha muito de ver tudo isso. Não ter corrupção. Que maravilha! Imagina um clube que não há corrupto. Então, bola para frente e com o lema vencer ou vencer. Falta ambição ao Fluminense ? - Ambição custa caro. Ambição custa dinheiro. Não é apenas um sentimento. O sentimento nós temos, falta dinheiro. Não podemos reclamar, pois os dirigentes e jogadores atuais eles fazem o que podem fazer. Se nós formos comparar o custo de um co-irmão com o nosso vai ver que o dele é maior. O custo-benefíio tem de ser levado em consideração. Porque o Fluminense vendeu jogadores importantes, de bom nível técnico? Para pagar dívidas. E não foi contraída agora. Vem de ano. De várias administrações, não tem um culpado. No meu entender, não falta, propriamente ambição, mas jogadores com a técnica que muitos possuem. Temos o artilheiro do campeonato. Precisamos aproveitar aquilo que temos. Se cada um ficar feliz com o que tem, a vida melhora. Clube se estrutura fora de campo, mas falta priorizar mais o futebol? - O nosso futebol é o Abel. O grande líder é o Abel. Ele está no Fluminense e ama o Fluminense. No meu entender, isso (bons momentos) virá em mais alguns meses. Não mais um ano, mas daqui a alguns meses. O presidente do clube é sério, devotado. Volto a dizer, ele orgulha todos nós. Tem exatamente a postura tricolor e isso é fundamental. Educação, a compreensão, não é egoísta. O futebol não pode ser vivido por egoísta, mas pensar em todos. Imagina se só o Fluminense fosse o campeão? Ficaria monótono. O bom do futebol, do esporte é exatamente a sucessão de vitoriosos. Se estivéssemso sem governo, estaria extremamente preocupado. Mas nós temos governo. E, certamente, em razão disso, dias melhores virão. Eu sou absolutamente clube, não apenas futebol. Eu vejo o parque aquático excepcional, eu vejo o clube sempre muito limpo, o ambiente interno pomposto, a beleza do clube, aqueles salões nobres, o museu, a tesouraria, a parte administrativa, amadora, tudo funcionando, dia a dia, noite a noite. Então, temos que pesnar globalmente e termos esperança que vamos conseguir novamente formar uma grande equipe. Lembre-se que o Brasil perdeu da Alemanha de 7 a 1 tem três anos e hoje a seleção é uma das melhores do mundo. Porque o Fluminense não se recupera no futebol com certa instantaneidade? Quem tem Xerém tem boas perspectivas, porque tem uma base. Contratar um, dois ou três grandes jogadores, porque não? ______ Valber - NETFLU Reação da torcida com a contratação do Valber (Algumas nas redes disseram: Contrataram pra reforçar a zaga?) - Eu fico bastante satisfeito. O trabalho quando joguei no Fluminense e em outras equipes foi bem desenvolvido. Procurei fazer o melhor. Eu não joguei nas categorias de base. Fiz teste como profissional em 1987 no Tomasinho com 21 anos não tive base. Jogava peladas em Jacarépaguá, do meio para frente, e depois quando fui jogar como zagueiro nos profissionais me facilitou bastante. Mas fico satisfeito e espero fazer um grande trabalho em Xerém. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX RICHARLISON - GOAL.COM Existe algum trabalho especial fora de campo para os recém-chegados jovens estrangeiros? Eles procuram trabalhar bastante a parte psicológica, querem que a gente esteja feliz para render o máximo possível nos jogos. São muito cuidadosos com os atletas mais novos. Depois dos treinos temos aulas com uma professora de inglês. Aliás, já estão pegando no pé para que eu aprenda inglês. O treinador também conversa muito comigo, o que tem ajudado bastante. Você, com 20 anos, é um dos brasileiros mais jovens a chegar na Premier League. Passa pela sua cabeça ser o maior de todos? Já é um sonho realizado estar na Inglaterra, num clube com a estrutura do Watford. É um sonho de criança, sempre quis jogar na Premier League, que é uma das melhores ligas do mundo. Deus fez tudo perfeito para mim. Não pensei duas vezes quando surgiu a proposta da Inglaterra, porque sempre tratei como uma meta profissional. Quero fazer história no Watford, marcar muitos gols... Adaptação rápida, carinho da torcida, boa primeira impressão... Sente que muito em breve estará num clube maior na Inglaterra? Com certeza. Estou um clube maravilhoso, já criei um carinho enorme pelo Watford. Pretendo fazer história aqui e quem sabe mais para frente ir para um clube ainda maior. Antes, no entanto, preciso pegar experiência, adquirir uma bagagem boa. E penso muito na seleção brasileira também. Vim para o Watford com o pensamento de jogar. Digo isso porque, num clube maior, possivelmente fosse jogar menos ou até mesmo ser emprestado. Vim para jogar. Deixou o Fluminense como um dos principais jogadores no Brasil no momento. Tem a percepção disso? Estava fazendo uma grande temporada, é verdade, assim como Luan (Grêmio), o Jô (Corinthians)... Fico muito feliz. Daqui para frente vou melhorar ainda mais, principalmente porque estou num campeonato muito disputado. A Premier League é a minha cara. Aqui buscam muito o contato físico, então vou aproveitar bastante isso. Já esbarrou com o Elton John? Foi presidente do Watford, é um dos torcedores mais apaixonados e famosos do clube... Espero conhecer muito em breve, ainda não tive a honra. Quero dar um abraço nele. Como é a relação com o Marcos Silva? O fato de o treinador do Watford ser português facilita muito, não? Temos um relacionamento muito bom. Quando os jogadores não compreendem a parte tática, por exemplo, ele pega um a um e explica o que deseja. Prioriza muito a parte tática... Balanço para lá, balanço para cá, marcação no lateral, marcação no volante. Ele já me pegou e levou para uma salinha, onde explicou tudo o que eu precisava ouvir. Isso me ajudou muito, muito mesmo. Sempre que entro em campo fico me lembrando das palavras dele naquela salinha [risos].](https://www.netflu.com.br/wp-content/uploads/2017/08/treino-11-696x438.jpg)
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