sexta-feira, 4 de abril de 2014

PRETERIDOS POR RENATO, GAROTOS E EX-TITULARES GANHAM NOVA CHANCE

Novo treinador, Cristóvão aproveitará período sem jogos para conhecer grupo e avaliará jogadores que perderam espaço com antigo comandante do Fluminense


Por Rio de Janeirio
 
Não foi a troca de sistema tático, tampouco o fim da linha a algum titular consagrado. Porém, logo no primeiro treino, Cristóvão Borges começou a mudar o Fluminense. A começar pelo grupo de jogadores. Antes preteridos por Renato Gaúcho, quatro garotos das categorias de base voltaram a integrar o elenco profissional. Medida que dá esperança de tempos melhores a eles e também a outros quatro ex-titulares. Todos estão em igualdade de condições.   
O lateral-esquerdo Ailton não caiu nas graças de Renato. Após duas chances como titular, voltou à categoria júnior. O volante Fábio Braga, o meia Eduardo e o atacante Matheus Carvalho sequer foram relacionados a uma partida pelo antigo treinador. O ex-chefe, aliás, havia pedido à direção para achar novos clubes a eles tanto que os liberou para a disputa de um torneio na Disney, nos Estados Unidos. Agora, com Cristóvão, que entende ter um grupo qualificado voltaram a integrar o plantel.   
Situação semelhante à de jogadores mais rodados. Leandro Euzébio e Rafael Sobis começaram a temporada como titulares. Enquanto o zagueiro perdeu espaço logo na segunda rodada do Carioca, por lesão no joelho direito e má fase, para dar lugar a Elivelton, o atacante foi sacrificado para a entrada de Walter na equipe – o defensor, com concordância de Renato, foi oferecido e só não se transferiu ao Vitória pois decidiu esperar nova oportunidade e não achou a oferta vantajosa. Wagner e Michael sempre foram chamados quando do impedimento de Conca e Fred, portanto, vivem a expectativa de mais oportunidades. Necessitam retomar os treinos. O primeiro foi liberado para resolver problema pessoal e o segundo se recupera de lesão na coxa direita.   
- Não se pode chegar com nada estabelecido. Não posso impor nada. Tenho de conhecer o meu grupo, mas sou adversário há três anos, conheço bem. Vejo só de jogar contra. Vou analisar isso, ver de qual maneira podemos ser eficientes, estudar o elenco e fazer render na plenitude – prega Cristóvão.   
Nesta lógica, o período sem jogos vai ajudar. Desde a eliminação no Carioca, com derrota para o Vasco na Copa do Brasil, o Flu não tem compromisso. O próximo é diante do Horizonte-CE, dia 10, que apontará o classificado à segunda fase da Copa do Brasil.    
- Vamos aproveitar da melhor maneira possível. A primeira tarefa é o Horizonte. Depois, o Brasileiro. Queremos tirar a vantagem. Temos condições e vamos nos preparar muito bem – diz o novo comandante.   
O Fluminense volta a treinar na tarde desta sexta-feira. A atividade está marcada para as 15h30m nas Laranjeiras. 
Cristovão Borges e Michael no treino do Fluminense (Foto: Nelson Perez / Site Oficial do Fluminense)Cristovão Borges conversa com Michael em treino do Fluminense (Foto: Nelson Perez / Site Oficial do Fluminense)FONTE: GLOBOESPORTE.COMDIVULGAÇÃO: Blog Dudé Vieira.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

CRISTÓVÃO: 'QUERO A COPA DO BRASIL E O BRASILEIRO. VAMOS TER TEMPO PARA TRABALHAR ISSO'

Veja rápida entrevista com o novo comandante Tricolor



Por: Marluci Martins







Numa rápida conversa na Zona Sul do Rio, após o almoço, Cristóvão Borges aceitou o convite do presidente do Fluminense, Peter Siemsen, e do vice de futebol Ricardo Tenório. O novo técnico do clube, que assume a vaga de Renato Gaúcho, começa a trabalhar na tarde desta quinta-feira, nas Laranjeiras, com planos ousados: "Quero a Copa do Brasil e o Brasileiro", disse, em entrevista exclusiva ao blog Extracampo.
Qual é a sensação por voltar ao clube onde começou a construir profissionalmente a carreira de jogador?
Estou feliz pra caramba. Estou muito contente porque estava querendo muito isso quando saí do Bahia, em dezembro, após o Brasileiro. Eu estava precisando de um desafio como esse. Foi no que apostei. Fiquei esperando isso. Caminhei para algo assim, pois tinha que fazer uma aposta maior.
Após quatro meses afastado, está otimista? Você já tinha sido cogitado no clube outras vezes...
O desafio me atrai muito. Estou motivado e confiante. Antes de levarem o Renato (Gaúcho), quase deu para eu ir. E, também, antes do Vanderlei. Essa foi a terceira tentativa. Eu estava no Bahia, com contrato, e não podia sair.
Como foi sua passagem pelo Fluminense, como jogador?
Eu cheguei com 20 anos de idade, quando assinei meu primeiro contrato de profissional. Fiquei lá três anos, de setembro de 1979 até 1983, quando o Fluminense trouxe o Washington e o Assis. Foi uma troca. Eu, Zezé Gomes e Cândido fomos para o Atlético-PR, emprestados. No Fluminense, comecei a carreira de jogador. Depois, voltei com o Ricardo, como assistente, em 2004. Agora, volto como treinador. A sensação que sinto no Fluminense sempre é a de que estou em casa. Ali, fui campeão carioca em 1980.
Qual será a sua comissão técnica?
Levarei o Rodrigo Poletto (preparador físico), o Cassiano de Jesus (auxiliar técnico) e o Marcos Leme (preparador de goleiros).
Assinará por quanto tempo?
O prazo ainda será discutido.
O Fluminense perdeu o primeiro confronto para o Horizonte, do Ceará, por 3 a 1. Ainda é possível sonhar com a classificação?
Ficou uma diferença que pesa, mas o time tem qualidade e experiência para conseguir essa classificação. De imediato, nosso objetivo é esse.
É seu maior desafio?
Dirigi o Vasco em competições duras... Libertadores, Sul-Americana, dois Brasileiros, dois Cariocas... Foi uma experiência boa. O Vasco me preparou bastante para uma sequência na carreira... Como o Fluminense é um grande clube, essa será uma grande oportunidade, e quero muito fazer um bom trabalho...
Quais são os seus sonhos para o Fluminense?
Com os jogadores de alta qualidade que o clube tem, espero conquistar títulos. Quero a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Dá para sonhar, sim, pois vamos ter tempo para trabalhar por isso.
Indicou reforços?
Não conversamos sobre isso.
A foto é de Urbano Erbiste
FONTE: EXTRA ONLLINE
DIVULGAÇÃO: Blog Dudé Vieira.

CRISTOVÃO BORGES É ANUNCIADO COMO NOVO TÉCNICO DO FLUMINENSE

Treinador se encaixa no perfil procurado pelo presidente Peter Siemsen. Último trabalho como treinador foi a frente do Bahia, no Campeonato Brasileiro de 2013



LANCEPRESS! - 02/04/2014 - 15:50 Rio de Janeiro (RJ)

Cristóvão Borges (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)
Cristovão Borges é o novo técnico do Flu.

Após anunciar a demissão de Renato Gaúcho na manhã desta quarta, o Fluminense já definiu o substituto no comando técnico do clube. Cristóvão Borges, ex-Vasco e Bahia assumirá o Tricolor. O novo treinador será apresentado nesta quinta-feira, nas Laranjeiras.

Durante a coletiva em que anunciou a saída de Renato Gaúcho, o presidente Peter Siemsen deu a entender que contrataria um treinador com identificação com o Fluminense. O novo técnico Cristóvão Borges se encaixa neste perfil, uma vez que já teve uma passagem pelo Fluminense como jogador entre os anos de 1979 e 1983. O treinador clube vestiu a camisa Tricolor em 101 oportunidades, tendo marcado 26 gols e conquistou o Campeonato Carioca de 1980.


- Queremos um treinador que tenha história no clube, que o conheça. Aqui, muitas vezes temos jogadores com mais conhecimento do Fluminense que os treinadores.

A história de Cristóvão como treinador de futebol começou no Vasco, em 2011, após Ricardo Gomes sofrer um AVC na partida contra o Flamengo, válida pelo primeiro turno do Brasileirão. Efetivado após o problema de saúde do amigo, o treinador levou o Vasco ao vice-campeonato nacional e ficou por mais de um ano no comando. Ano passado, treinou o Bahia no Campeonato Brasileiro e evitou a queda.


FONTE: LANCENET
DIVULGAÇÃO: Blog Dudé Vieira.





MICHAEL VOLTA A CORRER, MAS AINDA TEM VOLTA AOS TREINOS INDEFINIDA NO FLU













montagem Walter e Michael Fluminense (Foto: Editoria de Arte)Michael trabalha para se recuperar no Fluminense (Foto: Editoria de Arte)
Em meio à saída de Renato Gaúcho e as explicações do presidente Peter Siemsen, a manhã de quarta-feira marcou mais uma etapa do processo de recuperação de Michael. O atacante, fora de combate há duas semanas, resultado de lesão na coxa direita, passou a trabalhar no gramado das Laranjeiras. Está na transição entre o departamento médico e a retomada da forma física.
Michael correu ao redor do campo, prática feita também na terça-feira. O camisa 20, autor de três gols na temporada, não trabalha com os demais colegas desde o dia 18 de março. Ao acusar dores no local, ficou de fora da viagem ao Ceará, onde o Tricolor perdeu para o Horizonte na estreia na Copa do Brasil.
Ainda não há previsão de quando o jogador poderá participar de treinos com o restante do grupo. Na gestão de Renato, o atleta foi titular enquanto Fred não podia atuar e Walter perdia peso.
O Fluminense volta a treinar na tarde desta quarta-feira. O trabalho está marcado para 15h30m. A direção busca o substituto de Renato. O preferido é Ney Franco, atualmente no Vitória.
FONTE: GLOBOESPORTE.COM
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VIDA SEM RENATO: MARCÃO TEM PAPO COM FRED E EUZÉBIO E COMANDA TREINO

Auxiliar técnico do clube toca atividade física na manhã desta quarta-feira, marcada pelo silêncio dos jogadores, antes de presidente do Flu explicar mudanças


Por Rio de Janeiro

Após anunciar a demissão de Renato Gaúcho, o Fluminense tenta retomar a rotina em um ambiente de crise. O primeiro treino sem o antigo comandante, na manhã desta quarta-feira, nas Laranjeiras, contou com todos os jogadores do elenco – à exceção dos lesionados Michael e Marcos Junior – e foi físico. E uma cena chamou a atenção: o auxiliar técnico Marcão, homem que comandou o trabalho, falou reservadamente com Fred e Leandro Euzébio. A atividade foi marcada pelo silêncio dos jogadores.
Treino do Fluminense  (Foto: Hector Werlang)Marcão conversa com Fred antes de primeiro treino sem Renato Gaúcho (Foto: Hector Werlang)
Caberá ao presidente Peter Siemsen, em entrevista coletiva marcada para às 11h, na sede do clube, explicar os motivos da demissão do treinador. E falar sobre o substituto. Ney Franco, atualmente no Vitória, é o nome preferido. Até a contratação, Marcão deve comandar a equipe interinamente. A eliminação do Carioca fará o Tricolor passar por um período sem jogos. O próximo é no dia 10 contra o Horizonte-CE, no Maracanã, pela Copa do Brasil.
Coincidência ou não, Marcão optou por falar com dois líderes do grupo. Fred é a maior referência, mas Euzébio tem influência sobre os demais jogadores. Mesmo tendo atuado pouco, afinal, perdera a vaga de titular logo na segunda rodada do estadual para Elivelton – o pouco aproveitamento feito por Renato, aliás, quase o fez deixar o clube.
Treino do Fluminense  (Foto: Hector Werlang)Marcão em papo com Leandro Euzébio (Foto: Hector Werlang)
Estas duas conversas duraram menos de dez minutos e ocorreram no gramado das Laranjeiras antes do trabalho físico. Ele começou com atraso de 40 minutos – estava marcado para às 9h. Neste período, o grupo permaneceu no vestiário. Foi comunicado da saída de Renato. O vice-presidente de futebol, Ricardo Tenório, entrou e saiu do local, falando ao celular, por mais de duas vezes.
Renato não foi ao clube no início da manhã desta quarta assim como o preparador físico Alexandre Mendes e o preparador de goleiros Victor Hugo, que acompanham o treinador em seu trabalho nos clubes.
Reunião durante a madrugada
A decisão da saída do treinador marcou nova divergência entre Siemsen e o presidente da patrocinadora, Celso Barros. Em reunião que começou na noite desta terça-feira e invadiu a madrugada desta quarta, os dois debateram o futuro de Renato Gaúcho. Não houve consenso na decisão, mas chegou o fim da linha para o treinador. Celso exigia a permanência do ex-atacante, só que o mandatário bateu o pé e decidiu pela saída, algo que já havia estabelecido mais cedo. O encontro teve a presença de Tenório.
Renato Gaúcho não foi unanimidade no clube ao iniciar sua quinta passagem. No fim de dezembro, quando anunciado, sofreu enorme resistência de Peter Siemsen, que preferia Ney Franco. Porém, Celso Barros, responsável por injetar dinheiro nas contratações, venceu aquela queda de braço. O mesmo ocorreu no segundo semestre de 2013, quando Peter foi contra a contratação de Vanderlei Luxemburgo, que chegou às Laranjeiras bancado pelo parceiro.
A eliminação na semifinal do Carioca após a derrota para o Vasco no domingo passado, e o risco de sair da Copa do Brasil na primeira fase contra o modesto Horizonte-CE fizeram crescer a resistência interna ao treinador nos últimos dias. Além disso, Renato não agradava pelo estilo de trabalho e por não ter um perfil de formador de elenco, na visão de Peter. A falta de coletivos e treinos táticos depois da pré-temporada gerou críticas nos bastidores.
Nesta quinta passagem pelas Laranjeiras, Renato comandou o time em 18 partidas. Foram nove vitórias, cinco empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 59,2%. O Fluminense fez 33 gols e sofreu 21.
FONTE: GLOBOESPORTE.COM
DIVULGAÇÃO: Blog Dudé Vieira.

FLU ANUNCIA DEMISSÃO DE RENATO E QUER NEY FRANCO COMO NOVO TÉCNICO

Técnico não resiste a eliminação no Carioca e crise interna no clube. Comandante do Vitória é sonho antigo de Peter Siemsen e primeira opção para assumir o cargo


Por Rio de Janeiro

Renato Gaúcho no treino do Fluminense (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)Renato Gaúcho deixa o comando do Flu (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)
Agora é oficial. O Fluminense anunciou a demissão do técnico Renato Gaúcho por meio de nota oficial na manhã desta quarta-feira, decisão já sacramentada em reunião entre Peter Siemsen e Celso Barros marcada por divergências durante a madrugada. Já comunicado, o treinador deixou o comando do futebol do Tricolor. Na nota, o clube agradece ao “empenho do treinador”. Siemsen concederá entrevista coletiva às 11h desta quarta. Com a saída de Renato Gaúcho, Ney Franco passa a ser a primeira opção do Fluminense para assumir o cargo. O comandante do Vitória é um sonho antigo do presidente Peter Siemsen.
Com contrato com o Vitória até dezembro de 2014, Ney Franco foi o preferido de Peter em duas ocasiões em 2013. Na saída de Abel Braga, em julho, e em dezembro, ao término do Brasileirão. Nos dois momentos, no entanto, prevaleceu a vontade do presidente da Unimed. Primeiro, com Vanderlei Luxemburgo. Depois, com Renato.
A diretoria tricolor cogita tentar acertar com Ney mesmo sem a participação do patrocinador no pagamento do salário. A opção desejada por Siemsen significaria um custo de aproximadamente R$ 450 mil mensais. Com Renato, o gasto era de R$ 50 mil, já que o restante, cerca de R$ 500 mil, era pago pela parceira. Apesar de o clube passar por dificuldades financeiras, o mandatário tricolor assumiu a responsabilidade de aumentar a despesa com treinador para ter um profissional de sua escolha.
Números de Renato

18 jogos
9 vitórias
5 empates
4 derrotas
59,2% de aproveitamento
O perfil de Ney Franco, que tem 47 anos, agrada principalmente pelo histórico de bons trabalhos com jovens. Entre 2010 e 2012, assumiu a seleção brasileira sub-20 e a coordenação das divisões de base do Brasil. Com ele, a Seleção conquistou o Sul-Americano e o Mundial da categoria em 2011 e se classificou para os Jogos Olímpicos de 2012. 
Em clubes, Ney também tem títulos por Ipatinga, Flamengo, Botafogo, Coritiba e São Paulo. Os principais: a Copa do Brasil de 2006, pelo Rubro-Negro, a Série B do Brasileiro 2010, pelo Coxa, e a Copa Sul-Americana de 2012, pelo São Paulo. Ano passado, assumiu o vitória em situação ruim na tabela do Brasileirão e quase levou o time à Libertadores da América.
Renato não foi ao clube no início da manhã desta quarta-feira, nem o preparador físico Alexandre Mendes ou o preparador de goleiros Victor Hugo, que acompanham o treinador em seu trabalho nos clubes. O auxiliar fixo do Tricolor, Marcão, comandou a atividade. Os jogadores só foram para o campo cerca de 40 minutos após o horário inicialmente previsto e fizeram um treino físico. Em reunião no vestiário, o grupo foi comunicado da saída de Renato. 
Reunião vara a madrugada
A decisão da saída do treinador marcou nova divergência entre Siemsen e o presidente da patrocinadora, Celso Barros. Em reunião que começou na noite desta terça-feira e invadiu a madrugada desta quarta, os dois debateram o futuro de Renato Gaúcho. Não houve consenso na decisão, mas chegou o fim da linha para o treinador. Celso exigia a permanência do ex-atacante, só que o mandatário bateu o pé e decidiu pela saída, algo que já havia estabelecido mais cedo. O encontro teve a presença do vice de futebol Ricardo Tenório.
Na reunião, o presidente da Unimed ameaçou não colocar dinheiro na contratação do novo técnico caso Renato fosse demitido. Peter decidiu bancar a decisão, apesar de o clube estar em dificuldades financeiras.
Renato Gaúcho não foi unanimidade no clube ao iniciar sua quinta passagem. No fim de dezembro, quando anunciado, sofreu enorme resistência de Peter Siemsen, que preferia Ney Franco. Porém, Celso Barros, responsável por injetar dinheiro nas contratações, venceu aquela queda de braço. O mesmo ocorreu no segundo semestre de 2013, quando Peter foi contra a contratação de Vanderlei Luxemburgo, que chegou às Laranjeiras bancado pelo parceiro.
A eliminação na semifinal do Carioca após a derrota para o Vasco no domingo passado, e o risco de sair da Copa do Brasil na primeira fase contra o modesto Horizonte-CE fizeram crescer a resistência interna ao treinador nos últimos dias. Além disso, Renato não agradava pelo estilo de trabalho e por não ter um perfil de formador de elenco, na visão de Peter. A falta de coletivos e treinos táticos depois da pré-temporada gerou críticas nos bastidores.   
Nesta quinta passagem pelas Laranjeiras, Renato comandou o time em 18 partidas. Foram nove vitórias, cinco empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 59,2%. O Fluminense fez 33 gols e sofreu 21.
FONTE: GLOBOESPORTE.COM
DIVULGAÇÃO: Blog Dudé Vieira.

PETER NEGA ATRITO COM PATROCINADOR, MAS DIZ: 'QUEM TOMA A DECISÃO SOU EU'

Presidente do Fluminense admite ter bancado a saída de Renato e explica que o clube vai buscar novo técnico com recursos próprios. Decisão sairá em dois dias


Por Rio de Janeiro

Foi quase um grito de liberdade. Ainda com voz falha, nada definitivo, mas que marca a primeira grande vitória do presidente do Fluminense, Peter Siemsen, na queda de braço que virou a relação com o presidente da patrocinadora do clube, Celso Barros. Ao decidir e bancar demitir Renato Gaúcho, Peter não deixou valer a vontade do parceiro, que exigia a permanência do treinador, e acompanhou a pressão interna no Tricolor que forçava a queda do ex-atacante. Na manhã desta quarta-feira, Renato foi dispensado antes do treino nas Laranjeiras.
EXPLICAÇÃOPeter fala sobre a decisão de demitir Renato Gaúcho
PRÓPRIAS PERNASPresidente diz que clube arcará com custo do novo treinador
BEM CLAROQuestionado, Peter Siemsen diz: 'Quem toma a decisão sou eu'

Pouco depois, na sala da presidência e acompanhado do vice de futebol Ricardo Tenório, o mandatário anunciou o fim da quinta passagem do técnico pelo clube e justificou sua decisão. Peter minimizou o atrito com Barros no processo de demissão de Renato, o qual classificou como "divergência de opinião", mas ao mesmo tempo confirmou que a parceira não ajudará na chegada do novo comandante (o favorito é Ney Franco), cujo investimento ficará a cargo do clube. O anúncio, segundo ele, deve acontecer em até dois dias. Diante do embate com o patrocinador, a ser questionado sobre de quem era o comando do clube, mesmo sem tom ríspido, foi direto:
Nenhum de nós, torcedores, dirigentes, atletas, todos envolvidos no futebol, ninguém estava satisfeito com os resultados.
Peter Siemsen, presidente do Fluminense
- Quem toma a decisão pelo clube sou eu, sem dúvida nenhuma - disse Peter, que deu sua justificativa para a saída de Renato:
- Já foi anunciada a saída do Renato, uma coisa que acontece no futebol, faz parte. Nenhum de nós, torcedores, dirigentes, atletas, todos envolvidos no futebol, ninguém estava satisfeito com os resultados. Sabemos que hoje temos grandes jogadores, aliás, jogadores que poderiam estar em várias seleções. Mas o clube precisa se reforçar para dar equilíbrio maior ao elenco. Estamos procurando soluções importantes. Não temos ainda um técnico novo definido. A gente deve informar a vocês em breve. Hoje , Marcão treina interinamente o time. Até que outro treinador possa assumir, Marcão estará nessa função. A falta de comando a gente acredita que ficará restrita a dois dias. Nem digo que é falta de comando. Será um transição. Curtíssima. 
Peter Siemsen coletiva Fluminense (Foto: Nelson Perez / Site Oficial do Fluminense)Peter Siemsen concede coletiva na sala da presidência do Flu (Foto: Nelson Perez / Site Oficial do Fluminense)

O presidente em seguida admitiu divergências com o patrocinador no processo que levou à  saída de Renato, mas negou que o clima seja de briga e revelou que, diante da negativa de investimentos por parte da Unimed, o clube arcará com as despesas do novo comandante.
- Quero esclarecer que não há briga minha com o patrocinador. Temos divergências, algo normal. São conversas naturais e saudáveis. Como as que existem em empresas, casas e famílias. Muita coisa que eu leio não reflete a realidade. Ricardo e eu achamos por bem mudar agora. O patrocinador deixou claro que o ano é de poucos investimentos. Entendemos o recado. Estive pessoalmente com ele ontem. A decisão foi tomada. Assumo total responsabilidade. O patrocinador tem a opinião dele, e eu a respeito. Entendi que chegou o momento. É o Fluminense que vai custear esse novo treinador. Vamos trabalhar com o melhor custo-benefício possível. Temos condições de contratar um bom treinador. 
REFORÇOSFluminense buscará equilíbrio com com novas contratações
PLANEJAMENTOPara Peter, Copa do Brasil não poderia nortear decisão
DECISÃOPeter sobre demissão de Renato: 'Dói muito nesse momento'

O mandatário tricolor decidiu bancar a demissão de Renato, apesar de o parceiro se recusar a colocar dinheiro na contratação do novo treinador. No ano passado, as imposições de Celso Barros funcionaram quando Abel Braga saiu, em julho, e ao término do Brasileirão, em dezembro. O presidente da Unimed conseguiu fazer prevalecer sua vontade e contratou Vanderlei Luxemburgo e Renato Gaúcho, respectivamente. Nos dois momentos, Ney Franco, que está no Vitória, era o preferido de Peter. O treinador novamente é o nome mais forte para assumir o time. 
O contrato entre Fluminense e Unimed termina no fim de 2016, mas a cada virada de ano pode ser rediscutido e até rompido. Peter Simsen descarta a ruptura. 
- Nós temos um contrato de dois anos (além de 2014), sempre com a cláusula de saída no fim do ano. Da minha parte, a luta vai ser para caminhar junto. Existe um grande respeito meu pessoal. Minha luta é para continuarmos - frisou.  
A eliminação na semifinal do Carioca e o risco de sair da Copa do Brasil na primeira fase fizeram crescer a resistência interna ao treinador nos últimos dias. Além disso, Renato não agradava pelo estilo de trabalho. A falta de coletivos e treinos táticos depois da pré-temporada gerou críticas nos bastidores.  O técnico tinha um contrato com o Fluminense e outro com a Unimed-Rio. O treinador custava cerca de R$ 550 mil mensais. Deste valor, R$ 50 mil de responsabilidade do clube, e o restante da patrocinadora. A opção desejada por Siemsen significaria um custo de aproximadamente R$ 450 mil mensais. 
Peter Siemsen coletiva Fluminense (Foto: Nelson Perez / Site Oficial do Fluminense)Peter Siemsen em coletiva no Fluminense (Foto: Nelson Perez / Site Oficial do Fluminense)
Nesta quinta passagem pelas Laranjeiras, Renato comandou o time em 18 partidas. Foram nove vitórias, cinco empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 59,2%. O Fluminense fez 33 gols e sofreu 21.
Confira trechos da entrevista de Peter Siemsen nas Laranjeiras:
Decisão de demitir Renato antes do jogo contra o Horizonte
Não vou entrar nessa questão porque não é véspera do jogo, vamos ter alguns dias para trabalhar. Entendemos que o time não está rendendo hoje o que precisa render, até para enfrentar um jogo que precisamos de um grande número de gols. Estamos focados no Brasileiro. Sabemos que é duríssimo, difícil. Como teremos a parada para a Copa do Mundo, teremos jogos atrás de jogos, calendário apertado. Não posso me preocupar apenas com um jogo contra o Horizonte. Mesmo com o jogo tão importante, entendemos que não era possível começar o Brasileiro do jeito que está hoje. Vamos ter alguns dias para preparar o time contra o Horizonte e vamos ter mais tempo para o Brasileiro.
Contratação de um técnico sem apoio do patrocinador
O patrocinador deixou claro que esse era um ano de poucos investimentos. Entendemos o recado, estive pessoalmente com ele ontem (terça-feira), a decisão foi tomada após a conversa. Decisão que assumo a responsabilidade. Patrocinador tem a opinião dele, entendo, respeitei. Entendemos que havia chegado um momento. Fluminense vai custear o novo treinador. Acho que Fluminense tem condições de ter um bom técnico para enfrentar um desafio que vai ser o Brasileiro esse ano. 
Chance de efetivar Marcão
Ainda não. Passou a integrar recentemente a nossa comissão. Trabalho dele é muito importante, tem potencial muito grande. Vamos acompanhar ao longo do tempo. No momento seria prematuro dar a ele essa responsabilidade enorme que vamos ter. Pretendemos em breve, hoje ou amanhã, apresentando um novo nome de técnico. 
Estuda nomes ou já fez contato?
São questões tratadas em sigilo, natural. Não posso adiantar muita coisa.
Relação com a Flusócio
Composta de torcedores como eu, que em momentos de desempenho que não sejam esperados tornam o ambiente mais tenso porque é uma pressão que vem da arquibancada. Parte das críticas eu mesmo assumo e concordo com elas. Concordo com a Flusócio, faz um trabalho importante. Não há ruptura. Há um momento de tensão e ao mesmo tempo algumas críticas verdadeiras. Sou bastante democrático, avalio, fazemos mudanças que consideramos importantes. A questão tributária atrapalhou bastante o momento do Fluminense e acabou criando o momento difícil do clube. Estamos trabalhando bastante para que possamos retomar a fase de crescimento de 2011 e 2012.
O patrocinador deixou claro que esse era um ano de poucos investimentos.  Entendemos o recado, estive pessoalmente com ele ontem (terça-feira), a decisão foi tomada após a conversa. Decisão que assumo a responsabilidade. Patrocinador tem a opinião dele, entendo, respeitei. Entendemos que havia chegado um momento de mudança. O Fluminense vai custear o novo treinador. Acho que Fluminense tem condições de ter um bom técnico para enfrentar o desafio que vai ser o Brasileiro esse ano. 

Peter Siemsen
Perfil do novo treinador
Não traçamos um perfil na linha colocada. Identificamos técnicos que poderiam ser opções hoje. Imediatamente após tomar a decisão, começamos a trabalhar nessa linha do que é possível hoje no mercado. Não pré-determinamos o limite aqui e acolá. (Sobre reforços) Buscar atletas que possam dar equilíbrio maior ao elenco e possa fazer trabalho num curto espaço para enfrentarmos o Brasileiro.
Planejamento para o ano começa errado?
Eu não vou entrar nos detalhes. O Renato é um cara espetacular, um ídolo, pessoa que admiro muito. Dói tomar uma decisão dessa, mas tenho que olhar a situação do Fluminense. Entendemos que o trabalho não estava alcançando os resultados que deveria alcançar nesse momento. Teremos um Brasileiro duro, com jogos espremidos, por conta da parada da Copa do Mundo. 
Estratégia na busca de reforços
A falta de comando a gente acredita que ficará restrita a dois dias. Será um transição. Curtíssima. Temos atletas de altíssimo nível. Mais de um em algumas posições e apenas ou nenhum em outras. Precisamos buscar equilíbrio
Contratação de um diretor executivo
A gente pensa, sim. Continuamos trabalhando com essa hipótese, mas não é emergencial. Trabalhamos neste momento com a busca com o técnico.
Clube precisava se impor na parceria?
Divergir é natural, o importante é conversar, ficou para trás. A gente conviveu com isso, chegou o momento que a gente entendeu que era a hora de mudança. Não há nada contra o patrocinador, pelo contrário. A gente espera que a parceria siga por muitos e muitos anos no Fluminense além da minha gestão. A gente espera que a decisão tomada colabore com o futebol do Fluminense e com o projeto. 
Quem manda no clube? Você ou Celso Barros?
Quem toma a decisão sou eu. O projeto é discutido. A gente pretende repensar acertos e erros para que a gente possa caminhar. Eu e Ricardo entendemos que esses dias antes do Brasileiro são preciosos para a nossa preparação. Se a gente insistisse e percebesse que foi errado, não teríamos tempo. O que não está sendo normal é o desempenho jogo a jogo. Ninguém está satisfeito com o que estamos vendo em campo em termos de resultado. Seria pior se a decisão não fosse tomada. Seria mais grave em termos de planejamento. 
Troca constante de técnico
Existe alguma dificuldade, mas até que a gente encontre o treinador para esse longo tempo. Não foi possível o Abel (Braga) continuar por várias razões. A gente espera que esse treinador que chegará possa mudar isso. 
Aposentadoria de Héverton
Não vou comentar a decisão de um jogador que se aposentou. É bom (jogador). Ruim para o futebol. Todo mundo sabe que o Fluminense não tem nada a ver com isso (queda da Portuguesa). Desejo sorte a ele.
Descarta romper com a Unimed?
Nós temos um contrato de dois anos, sempre com a cláusula de saída no fim do ano. Da minha parte, a luta vai ser para caminhar junto. Existe um grande respeito meu pessoal. A parceria é importante. Espero que a minha decisão ajude o clube e ao parceiro.
FONTE: GLOBOESPORTE.COM
DIVULGAÇÃO: Blog Dudé Vieira.