Auxiliar técnico do clube toca atividade física na manhã desta quarta-feira, marcada pelo silêncio dos jogadores, antes de presidente do Flu explicar mudanças
Por Hector Werlang e Richard SouzaRio de Janeiro
Após anunciar a demissão de Renato Gaúcho, o Fluminense tenta retomar a rotina em um ambiente de crise. O primeiro treino sem o antigo comandante, na manhã desta quarta-feira, nas Laranjeiras, contou com todos os jogadores do elenco – à exceção dos lesionados Michael e Marcos Junior – e foi físico. E uma cena chamou a atenção: o auxiliar técnico Marcão, homem que comandou o trabalho, falou reservadamente com Fred e Leandro Euzébio. A atividade foi marcada pelo silêncio dos jogadores.
Caberá ao presidente Peter Siemsen, em entrevista coletiva marcada para às 11h, na sede do clube, explicar os motivos da demissão do treinador. E falar sobre o substituto. Ney Franco, atualmente no Vitória, é o nome preferido. Até a contratação, Marcão deve comandar a equipe interinamente. A eliminação do Carioca fará o Tricolor passar por um período sem jogos. O próximo é no dia 10 contra o Horizonte-CE, no Maracanã, pela Copa do Brasil.
Coincidência ou não, Marcão optou por falar com dois líderes do grupo. Fred é a maior referência, mas Euzébio tem influência sobre os demais jogadores. Mesmo tendo atuado pouco, afinal, perdera a vaga de titular logo na segunda rodada do estadual para Elivelton – o pouco aproveitamento feito por Renato, aliás, quase o fez deixar o clube.
Estas duas conversas duraram menos de dez minutos e ocorreram no gramado das Laranjeiras antes do trabalho físico. Ele começou com atraso de 40 minutos – estava marcado para às 9h. Neste período, o grupo permaneceu no vestiário. Foi comunicado da saída de Renato. O vice-presidente de futebol, Ricardo Tenório, entrou e saiu do local, falando ao celular, por mais de duas vezes.
Renato não foi ao clube no início da manhã desta quarta assim como o preparador físico Alexandre Mendes e o preparador de goleiros Victor Hugo, que acompanham o treinador em seu trabalho nos clubes.
Reunião durante a madrugada
A decisão da saída do treinador marcou nova divergência entre Siemsen e o presidente da patrocinadora, Celso Barros. Em reunião que começou na noite desta terça-feira e invadiu a madrugada desta quarta, os dois debateram o futuro de Renato Gaúcho. Não houve consenso na decisão, mas chegou o fim da linha para o treinador. Celso exigia a permanência do ex-atacante, só que o mandatário bateu o pé e decidiu pela saída, algo que já havia estabelecido mais cedo. O encontro teve a presença de Tenório.
Renato Gaúcho não foi unanimidade no clube ao iniciar sua quinta passagem. No fim de dezembro, quando anunciado, sofreu enorme resistência de Peter Siemsen, que preferia Ney Franco. Porém, Celso Barros, responsável por injetar dinheiro nas contratações, venceu aquela queda de braço. O mesmo ocorreu no segundo semestre de 2013, quando Peter foi contra a contratação de Vanderlei Luxemburgo, que chegou às Laranjeiras bancado pelo parceiro.
A eliminação na semifinal do Carioca após a derrota para o Vasco no domingo passado, e o risco de sair da Copa do Brasil na primeira fase contra o modesto Horizonte-CE fizeram crescer a resistência interna ao treinador nos últimos dias. Além disso, Renato não agradava pelo estilo de trabalho e por não ter um perfil de formador de elenco, na visão de Peter. A falta de coletivos e treinos táticos depois da pré-temporada gerou críticas nos bastidores.
Nesta quinta passagem pelas Laranjeiras, Renato comandou o time em 18 partidas. Foram nove vitórias, cinco empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 59,2%. O Fluminense fez 33 gols e sofreu 21.
FONTE: GLOBOESPORTE.COM
DIVULGAÇÃO: Blog Dudé Vieira.
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