sábado, 27 de novembro de 2010

Pó-de-Arroz - A Casa da Torcida do Fluminense | ENTREVISTA: Conca conta segredos do melhor jogador do Brasil

Pó-de-Arroz - A Casa da Torcida do Fluminense | ENTREVISTA: Conca conta segredos do melhor jogador do Brasil

Darío Conca, o jogador mais decisivo do Campeonato Brasileiro a duas rodadas do fim, é do tipo que não faz questão desse prêmio. Na última quinta-feira, em seu confortável condomínio na Barra da Tijuca, recebeu a reportagem do Terra com chinelo de dedo, bermuda, camiseta branca do Fluminense e uma indefectível simplicidade, logo depois de servir um almoço ao companheiro de equipe Marquinho.

Conca dispensa descanso e resolve falar. Ao longo de quase uma hora de conversa, explica o porquê de ter deixado de ser um grande coadjuvante para ser o principal nome do Campeonato Brasileiro. Conta ainda o papel de Muricy Ramalho nisso tudo, dá detalhes da negociação de seu novo contrato e, a cada resposta, dá um banho de simplicidade. Se as coisas vão bem, é porque ele tem sorte. Se não deram certo em algum momento, o argentino culpa si próprio.

Esse é, ao lado do botafoguense Leandro Guerreiro, o único jogador de linha no Campeonato Brasileiro a estar em campo durante todas as 36 rodadas. Contribuiu com nove gols e inacreditáveis 17 assistências, um marco histórico para a competição. Conca, a seu estilo, prefere dar os méritos aos atacantes, aos zagueiros firmes na bola aérea e ao trabalho incansável de Muricy.

Na entrevista exclusiva concedida ao Terra, ele mostra que a personalidade acanhada que costuma transparecer é fruto de ocasiões circunstanciais em que não está à vontade. Conca é solto, ri durante as respostas, brinca com todos e mostra o porquê de ser um dos mais queridos nas Laranjeiras. Do Campeonato Brasileiro de 2010, o jogador mais decisivo.

Confira a entrevista de Conca na íntegra:

Terra - Como é que você explica o salto de qualidade de um jogador muito bom, mas que sempre foi um ótimo coadjuvante para se transformar no melhor do Campeonato Brasileiro?
Conca - Eu trabalho, eu só trabalho para ajudar o Fluminense. O mais importante é o time ganhar, ajudar meus companheiros a conseguir coisas importantes. Agora temos a sorte que não tivemos nos outros Brasileiros, que brigamos para não cair. Agora estamos na liderança. Não ganhamos nada, mas tem sido diferente para mim e para o Fluminense.

Terra - Tem o lado bom disso tudo: ser reconhecido, valorizado, decidir os jogos. Mas também vem a responsabilidade. Ela te perturbou em algum momento?
Conca - Não sou muito de me interessar nisso. Só quero ajudar, a gente sabe o que quer e eu me concentrei, trabalho para chegar o melhor possível no jogo e ajudar. A responsabilidade e a pressão, em uma camisa como essa, vai existir sempre.

Terra - Que papel o Muricy tem nesse seu salto de qualidade?
Conca - O Muricy tem me ajudado muito. Ele cobra bastante: fazer mais gols, e hoje tenho tido essa a sorte, quer que eu chegue mais na área, porque eu não entro tanto, e é um defeito que tenho e ele tem cobrado. Ele tem ajudado a mim e ao Fluminense a conseguir o que queremos. É muito bom como pessoa, muito certo, fica na dele, mas é legal e sabe muito de futebol. Deposita confiança na gente e a gente nele também.

Terra - Ao longo do Brasileiro, você sentiu a atenção dos adversários com você ficar maior?
Conca - No primeiro jogo já tinha marcação. Ela é sempre forte, mas eu me preparo para aguentar isso. Você vai ter trabalho duro porque no Brasileiro as coisas são difíceis.

Terra - E qual foi o marcador mais duro?
Conca - Foram muitos (risos). Não me lembro de um. Também tem jogadores que não tem marcação forte, mas também jogam e você tem que correr atrás deles. Contra o Corinthians, não marcavam pessoal e os volantes não saiam para o jogo. Aqui no Brasil, o volante marca e joga, então é difícil. Todos (times) brasileiros têm grandes volantes, acho que tenho escapado deles algumas vezes, não sempre (risos).

Terra - Não que seja o melhor campeonato do mundo, mas você acha que o Brasileiro é o mais competitivo? Ou seja, onde as equipes estão mais próximas em termos de qualidade?
Conca - Sem dúvida. Quem briga para não cair pode ser campeão. O Grêmio demonstrou isso. O Renato entrou, é um grande treinador e o grupo conseguiu brigar para entrar na Libertadores. O Brasileiro é o mais disputado e é bonito. Você vai em outra cidade e o time vai atacar, vai ter torcedores. Que bom, por isso é bonito.

Terra - Chateia a classe de o futebol haver todo esse tipo de comentário em um ambiente de profissionalismo como se vive atualmente? Torcedores e até dirigentes sugerem que se entregue um jogo para prejudicar o rival.
Conca - O torcedor quer ver o rival perdendo. A gente é profissional, sabemos como é o futebol e a gente só pensa em ganhar jogo. Somos contratados para ganhar e isso não existe. O Fluminense é que me paga e sempre vou jogar para ganhar.

Terra - Qual foi o momento mais difícil do Campeonato Brasileiro? E você chegou a achar que não fosse chegar até onde já chegou?
Conca - Nunca pensei que não ia dar certo. Acredito na gente, sei que vai ser difícil até o fim do campeonato e sabia que seria difícil. O grupo trabalha, temos torcedor que acompanha, um treinador inteligente e uma comissão que ajuda muito. Teve momentos difíceis, como quando perdemos para o Corinthians e o Santos em casa, mas nos levantamos, voltamos a jogar bem e somar pontos.

Terra - Qual a receita para evitar uma zebra que ninguém tem esperado ser possível ocorrer contra o Fluminense?
Conca - Todos falavam que não podia perder a liderança contra o Goiás e perdemos. É seriedade, humildade, para não deixar as coisas de fora entrarem na nossa cabeça. Cruzeiro e Corinthians não param de jogar bem, está difícil. É não tirar o foco do Palmeiras.

Terra - O jogador que dá muitas assistências é pouco valorizado?
Conca - O gol é o mais importante. Não adianta eu dar assistência e o atacante não marcar. Aqui temos grandes atacantes, gente boa de bola aérea na zaga e tenho a sorte de bater escanteios e em ter jogadores que fazem os gols.

Terra - O Muricy treina muita bola aérea?
Conca - Acho que todo mundo treina.

Terra - Mas por que com ele dá mais certo do que com os outros?
Conca - Ele não só trabalha bola aérea. Trabalha posse de bola, faz o time se defender...trabalha tudo. Ele dá muita confiança para quem vai na área. A virtude dele é essa também. Dá essa confiança na bola parada e põe na cabeça que a bola parada pode decidir.

Terra - Vai sair o novo contrato?
Conca - Eu falei e agora estamos nos reunindo, está encaminhado. Quando falei que não estava feliz é porque tudo estava quieto. Estou falando com eles, o Fluminense está fazendo um esforço, todos sabem que quero ficar e querem que eu fique. Falei com o Celso (Barros, presidente da Unimed), ele me passou isso e fiquei feliz depois da última reunião. Ele me demonstrou que quer que eu fique. Espero chegar em acordo. Se eu ficar muito tempo estarei cada vez mais feliz.

Terra - Quando se entra em campo, não existe salário maior e menor. Mas como é ter jogadores de grandes salários, como Fred e Deco, e decidir quase todas as partidas?
Conca - Fico feliz me dividir o vestiário com Deco e Fred, jogadores diferentes que são craques mundiais. Não me preocupo com salários dos outros, fico feliz de estar com eles e que bom que o Fluminene trouxe bons jogadores. O mais importante é ter um grande grupo e eles, pela humildade que têm, vêm ajudando muito.

Terra - O teu futuro, até pelo novo contrato, é mesmo no Fluminense? Ou você acha que ainda há tempo para jogar na Europa?
Conca - Sempre falei que todos gostariam de chegar na Europa, mas não tem acontecido. Precisa ser um lugar em que eu me sinta muito bem, um clube bom, porque não vou sair para onde não me sinta bem.

Terra - Você chegou ao Brasil para jogar pelo Vasco, em 2007, em um momento complicado do clube. Celso Roth até conseguiu brigar pelos primeiros lugares em boa parte do Brasileiro daquele ano. Como foi sua chegada?
Conca - No começo para me adaptar foi difícil, demorei muito para conseguir ser o que esperavam de mim. Não conseguia fazer gols, jogar bem, não me sentia cômodo. O Renato Gaúcho me ajudou muito, o grupo de jogadores me ajudou muito, e ele lamentavelmente saiu. Veio o Celso (Roth), no começo foi difícil porque eu ficava fora e não estava 100% preparado para entrar em campo. Mas quando o Celso viu que eu estava bem, me colocou e me deu confiança.

Terra - Ele cobra bastante no dia a dia?
Conca - Ele me ensinou muito. Me cobrava marcação, ficar mais ligado no jogo e foi um passo muito importante para mim. O Vasco foi importante, me ajudou muito e fizemos um bom campeonato. Consegui jogar o que eu queria, aquela confiança voltou, fiz gol e ajudei os companheiros. O Vasco foi muito importante e é aí que começa a mudança na minha carreira.

Terra - Já em 2008 você chegou para o Fluminense e reencontrou o Renato Gaúcho. Como foi?
Conca - Veio o Renato de novo e ele já me conhecia. Eu já estava mais adaptado à cidade, à língua e ele me ajudou muito. Vivemos aquele momento maravilhoso na Libertadores (de 2008), até hoje continuo no Fluminense. Desde que cheguei, senti que tinha uma coisa boa com o clube.

Terra - É verdade que seu empresário já foi duas vezes ao Morumbi para fechar com o São Paulo?
Conca - Esteve ano passado, esteve em 2008 também. Sempre teve negociação no meio, mas não aconteceu e meu empresário foi lá mesmo. Sempre falo que estou feliz no Fluminense, a melhor opção para mim era ficar e estou feliz com essa decisão. Cada dia que passa, estou mais feliz por ter ficado.

sábado, 28 de agosto de 2010

NA OUTRA PONTA, FLU ATINGE NÚMEROS DE VITÓRIAS DO ANO PASSADO!

EM 16 JOGOS, TRICOLOR JÁ CONQUISTOU AS 11 VITÓRIAS QUE IMPEDIRAM O REBAIXAMENTO NO ANO PASSADO. NA MESMA RODADA, ERAM APENAS DOIS TRIUNFOS.
Poucas vezes a frase que diz que o futebol é dinâmico se aplicou tão bem quanto com o Fluminense nos últimos 12 meses. Neste período, o Tricolor passou pela lanterna do Brasileirão com 99% de chances de rebaixamento, deu a volta por cima e agora lidera a mesma competição com cinco pontos de vantagem para o segundo colocado. Mudança da água para o vinho, principalmente se levados em conta os números destas campanhas.

Primeiro colocado do Brasileirão com 36 pontos e 11 vitórias, o Flu alcançou na 16ª rodada de 2010 a quantidade de triunfos conquistados em todo o campeonato do ano passado. A pontuação também está próxima. Na ocasião, 46 pontos foram suficientes para evitar a queda para a Série B.

A diferença é ainda mais assustadora se forem comparadas as campanhas dos dois anos até a rodada atual. Em 2009, eram nove derrotas, cinco empates, apenas duas vitórias e a lanterna da competição. Um ano depois, as 11 vitórias e três empates – com duas derrotas – garantem o lado oposto da tabela de classificação.

Presente no sufoco do ano passado, Marquinho, que marcou o gol salvador no empate por 1 a 1 com o Coritiba, na última rodada, falou sobre a nova realidade tricolor.

- Voltando de Goiânia (após a vitória por 3 a 0 sobre o Goiás), estávamos conversando no fundão, toda a galera que fez parte do sofrimento do ano passado. Lembramos que só conseguimos essa pontuação faltando três, quatro rodadas, e agora já temos essa situação. O futebol muda muito rápido. Hoje vivemos um momento de alegria, uma coisa boa.

Segundo o apoiador, que deve substituir o suspenso Emerson, domingo, contra o São Paulo, no Maracanã, a liderança também faz com que a equipe jogue pressionada. Mas de uma forma bem diferente.

- A pressão agora é natural. Em uma instituição como o Fluminense, temos sempre que brigar pela ponta da tabela. Nossa preocupação agora e mais em jogar e manter o futebol bonito que temos mostrado.

Apesar de ausente na arrancada de 2009, Washington acredita que o sufoco pelo qual grande parte do elenco atual passou serviu de lição para o sucesso deste ano.

- Ano passado o clube levou o campeonato inteiro para conseguir o que já temos neste ano. Talvez o que aconteceu com o Fluminense em 2009 esteja sendo usado agora como uma grande arma, já que o time viveu este momento difícil. Fez com que os jogadores amadurecessem. Por isso estamos vivendo este grande momento atual. Aquele sufoco foi, entre aspas, uma coisa boa.

Com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado Corinthians, o Fluminense pode conquistar o título simbólico de campeão do primeiro turno neste domingo, caso vença o São Paulo e o Timão tropece diante do Vitória, no Pacaembu.

sábado, 21 de agosto de 2010

NOSSO ÍDOLO FRED FAZ PROMOÇÃO EM SEU SITE!

ARTILHEIRO SORTEARÁ ENTRE TORCEDORES UMA CAMISA DO GOLEIRÃO FERNANDO HENRIQUE.
                                                         
Sem poder jogar, Fred vem tentando apoiar o Fluminense como pode. O atacante divulgou em seu blog oficial (http://fredgol.com/blog/) uma promoção para o torcedor tricolor. Ele vai presentear o vencedor com uma camisa do, segundo ele, "pão-duro" goleiro Fernando Henrique.

Vejam o post completo do craque:

"Olá, pessoal!

Hoje, venho para anunciar a promoção que prometi pelo Twitter. Resolvi unir a Nação Tricolor, pois consegui "roubar" uma camisa do pão-duro do Fernando Henrique. Ele é daqueles que não abrem a mão nem para fazer "tchau" e, por isso, resolvi celebrar esse milagre com vocês.

Claro que é brincadeira!

O Fita é meu parceirão, um dos grandes amigos que fiz nas Laranjeiras, além de ser um cara dedicado e muito profissional.  Ele me prometeu a camisa que usará no clássico de domingo contra o Vasco, com toda satisfação, para que eu pudesse presentear um de vocês.

Para isso, lanço um desafio: façam uma mensagem de até 140 caracteres com o tema "Time de Guerreiros". Deixem comentário no blog com nome, e-mail e telefone.

Saudações tricolores!"

terça-feira, 1 de junho de 2010

HOMENAGEM AO CRAQUE DARIO CONCA.

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referente a:

"Confira as imagens da homenagem recebida por Conca Argentino completou 150 jogos com o manto sagrado do Flu Crédito das fotos: Agência PhotocameraJulio Domingues, Conca e Daniel Bastos posam para a foto com a placa que homenageia o argentinoTímido, o argentino lê a mensagem na placa comemorativaPlaca entregue ao meia Darío Conca"
- NETFLU - O site número 1 da torcida tricolor ! Notícias, Vídeos e etc, Tudo sobre o FLUZÃO ! (ver no Google Sidewiki)

sábado, 3 de abril de 2010

JULIO CÉSAR: "VOLTAREI A SER O MELHOR"!


JOGADOR QUER NOVAMENTE SER ELEITO O MELHOR DO LATERAL BRASIL.

O Fluminense não mediu esforços para ter o lateral esquerdo premiado pela CBF como o melhor do Brasil, no ano passado. Porém, as expectativas sobre o jogador não vêm se confirmando e, a torcida que comemorou a contratação, já vem perdendo a paciência com o lateral Julio Cesar, sempre substituído pelo técnico Cuca. O lateral reconhece que suas atuações estão longe do que fez pelo Goiás em 2009, mas acredita que dará a volta por cima.

- Sei que ainda não estou no mesmo nível técnico em relação ao ano passado. Mas estou fazendo de tudo para evoluir e voltarei a ser o melhor lateral do Brasil. Quem sabe não sou eleito o melhor do Brasil novamente? - disse, confiante, ao diário Lance.

Criado na Ilha do Governador, com passagens pela Portuguesa, Bangu e Flamengo, Julio Cesar não teve problemas de adaptação ao retornar ao Rio, mas, na opinião do jogador, a mudança de clube sempre causa um decréscimo no rendimento.

- Tenho de seguir trabalhando. Mas é apenas um começo de um novo trabalho. A tendência é que as coisas melhorem. É difícil um jogador já chegar voando em um novo clube - explicou.


Fonte: Redação NETFLU: http://www.netflu.com.br/