17 de agosto de 2013
Ainda assim, atrevo-me a dizer que o drible pra dentro com um toquinho por debaixo da bola que o atacante do Fluminense deu sobre João Felipe me lembrou muito uma firula do Atleta do Século sobre o País de Gales, na Copa de 1958, na vitória também por 1 a 0 (veja aqui).
Existem diferenças no lance, é claro, a começar que Pelé estava com o corpo voltado para a frente da bola antes de executar o drible; Samuel já se punha de lado.
O atacante da Seleção estava na altura da marca do pênalti, já o do Flu, na entrada da área.
A finalização também não foi igual. Enquanto o chute do Rei saiu mascado, o de Samuel foi seco, violento (este ainda deu outro drible antes do arremate).
Ambos, porém, tiveram o mesmo endereço: o gol. Golaços!
Naquele, Didi e Zagallo iniciaram a jogada; neste, Felipe, todos craques, desprezando a idade avançada e o declínio físico do meia tricolor.
Magistrais foram todos que participaram destas duas pinturas, desenhadas, que justificam por que o futebol é o esporte mais popular do planeta – porque encanta.
Para os torcedores de Náutico e Fluminense, porém, infelizmente o encantamento se resumiu a este lance isolado. O golaço de Samuel foi como um oásis no deserto.
Porque a partida foi mais uma daquelas difíceis de serem assistidas. O torcedor tricolor ainda sofre com o futebol engessado do time, que carece de variações de jogadas e alternativas de ataque.
A sorte ao menos parece ter voltado. O 1 a 0 na Arena Pernambuco foi típico dos triunfos que levaram o Tricolor à conquista do tetracampeonato, ano passado.
Sufoco, bola na trave, São Cavalieri segurando atrás e o ataque resolvendo na frente na única finalização ao gol do Náutico em toda a partida.
O goleiro tricolor fez uma defesa incrível no último lance, à queima-roupa, garantindo a segunda vitória do time sob comando de Vanderlei Luxemburgo.
Três dias antes, contra o Corinthians, jogo em que o empenho da garotada foi enaltecido, Cavalieri também garantiu o Flu na jogada final, em chute de Emerson Sheik.
Eis, portanto, mais um aspecto, além da sorte, a ser comemorado – o retorno aos grandes dias de Diego Cavalieri.
As opções por Anderson e Kenedy evidenciam que Vanderlei não confia tanto assim em Digão e que Felipe deverá passar a opção para o segundo tempo, por não dar a mobilidade necessária ao setor de meio-de-campo.
A troca não surtiu efeito. Willian, Diguinho e Jean, todos volantes, tornaram o setor burocrático, até porque Kenedy, o único meia, voltou a não jogar bem.
Para o jogo de meio de semana, contra o Goiás, partida que marcará a estreia do Fluminense na Copa do Brasil, o Tricolor tem de construir uma boa vantagem, preferencialmente sem tomar gols.
Sem considerar o jogo deste domingo, o Goiás vem de bons resultados no Brasileiro – vitória sobre o Náutico e empates contra Botafogo e Flamengo – e terá o rechonchudo Walter no comando de ataque do time. O atacante esmeraldino é o artilheiro do time na competição, com cinco gols.
Não dá para esperar facilidades, principalmente porque o Fluminense ainda não vem inspirando confiança.
Ainda assim é mais time e deverá vencer.
A Copa do Brasil pode ser a salvação da temporada.
FONTE: netflu - Blog Terno e Gravatinha
DIVULGAÇÃO: Blog. Dudé Vieira.
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