Técnico apostou na base e em jogadores sem muita pompa no mercado para formar o Flu 2018
22 de Maio de 2018
No final da conturbada temporada de 2017 no Fluminense, Abel Braga falou que precisava de três ou quatro peças para colocar em prática algumas ideias para o ano seguinte. O técnico não quis entrar em detalhes, mas o “mistério” foi logo desfeito em janeiro: o Flu versão 2018 seria montado a partir de uma linha com três zagueiros.
Para tornar o desejo realidade, Abel, que ainda contabilizava as perdas de jogadores como Cavalieri, Scarpa e Henrique, pinçou no mercado, e na própria base, nomes que poderiam dar conta do recado. Para as alas, apostou no jovem revelado em Xerém Ayrton Lucas, e em Gilberto. Sob desconfiança, a dupla deslanchou e hoje é parte importantíssima do sistema tricolor, ainda que Ayrton esteja se recuperando de lesão.
Para fazer a função à frente dos zagueiros, o Flu buscou Jádson e Airton, ambos sem muito cartaz no mercado. De mansinho, o primeiro tomou conta da posição e hoje é um dos jogadores mais vitais para a equipe, tanto que Douglas não tem jogado com muita frequência.
No ataque, o Flu liberou Wellington Silva e perdeu Dourado. Para surpresa dos mais céticos, Marcos Jr. e Pedro receberam as camisas de titular e têm correspondido à altura. Mais um ponto para o treinador.
– O que mais me dá satisfação é que foram muitas mudanças, muitas coisas, e eles estão conseguindo isso (bom desempenho) em tão pouco tempo” – festejou o técnico em entrevista após a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-PR, no Maracanã.

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