Mirko Di Pierro chegou a Xerém em outubro para período de testes e já se diz adaptado ao clima do Rio: 'Já fui ao Cristo, ao Maracanã e à praia de Copacabana'
Por Edgard Maciel de SáRio de Janeiro
O italiano Mirko Di Pierro chegou ao Fluminense em outubro para um período de testes. Mas bastou pouco mais de um mês em Xerém para o lateral-direito de 18 anos começar a chamar a atenção da diretoria tricolor. Ao mesmo tempo que começa a conhecer as belezas do Rio de Janeiro, o jogador vem se adaptando bem à nova rotina, seja com o clima quente ou com a língua diferente. E já sonha assinar um contrato futuramente com o clube das Laranjeiras.
Inicialmente, o período de testes é de três meses. O goleiro húngaro Dániel Kovács, que chegou da Hungria em julho na mesma situação de Di Pierro, conseguiu se destacar e vai fechar em breve contrato por um ano. Mesmo sofrendo com a saudade dos amigos e da família, o italiano espera seguir o mesmo caminho para ter o que classifica como uma "ótima oportunidade de crescimento profissional e pessoal".
- O Fluminense é uma equipe da Série A do Campeonato Brasileiro e seria uma honra assinar um contrato com este grande clube. Preciso dizer que estou tentando ficar aqui por três meses sem meus amigos e minha família, o que é complicado. No entanto, caso eu consiga assinar o contrato, seria uma ótima oportunidade de crescimento profissional e pessoal. Nesse caso, se houvesse a chance de ter por perto um amigo ou membro da família, eu seria ainda mais feliz - disse Di Pierro ao GLOBOESPORTE.COM.
Início no Monza e entrevista para a Gazzeta
Na semana passada, o italiano conseguiu matar um pouco da saudade. A equipe de juniores do Fluminense disputou e venceu a 1ª Copa Ítalo-Brasileira Sub-20, disputada em Monza, na Itália. Di Pierro fez parte do grupo, foi titular na final e contou com o apoio dos parentes no estádio. Meia de origem, ele estava nas categorias de base do Monza quando foi descoberto pelo gerente de futebol Marcelo Teixeira. O próprio Teixeira comandou a negociação e sugeriu que o jogador passasse a atuar na lateral-direita em Xerém.
Com a experiência de jogar no Brasil, Di Pierro virou até personagem do tradicional jornal italiano Gazzeta dello Sport. Depois de superar o calor carioca e a dificuldade inicial com o português, o reforço estrangeiro tem aproveitado o tempo livre para conhecer melhor o Rio de Janeiro. Já visitou o Cristo Redentor, foi ao Maracanã no último Fla-Flu e sempre que pode vai à praia de Copacabana. Só não peçam para ele continuar andando de ônibus, pois a primeira experiência com o transporte público da cidade não foi das melhores...
- O Rio de Janeiro me fascinou. O centro da cidade é cheio de prédios modernos e cercado por vegetação. Já visitei o Cisto Redentor, fui ao Maracanã, um dos estádios mais bonitos que já fui, e a praia de Copacabana. Sem esquecer das instalações esportivas do Fluminense, que são muito boas. Xerém fica isolado da cidade e em uma área pobre, mas com pessoas muito amigáveis. Eu também usei o transporte público algumas vezes para nunca mais... Os motoristas dirigem mal (risos). Sobre a comida, aqui é mais apimentado, com muito arroz, carnes e pasta (massa). São sabores diferentes da comida italiana - frisou.
- O Rio de Janeiro me fascinou. O centro da cidade é cheio de prédios modernos e cercado por vegetação. Já visitei o Cisto Redentor, fui ao Maracanã, um dos estádios mais bonitos que já fui, e a praia de Copacabana. Sem esquecer das instalações esportivas do Fluminense, que são muito boas. Xerém fica isolado da cidade e em uma área pobre, mas com pessoas muito amigáveis. Eu também usei o transporte público algumas vezes para nunca mais... Os motoristas dirigem mal (risos). Sobre a comida, aqui é mais apimentado, com muito arroz, carnes e pasta (massa). São sabores diferentes da comida italiana - frisou.
Elenco ajuda na comunicação
A presença de estrangeiros nas categorias de base do Fluminense deve crescer ainda mais em 2014. Além do húngaro Kovács e do italiano Di Pierro, a diretoria já anunciou que um uruguaio e um argentino vão reforçar a equipe de juniores na próxima temporada. Um projeto do clube que busca descobrir novos talentos no exterior e também dar mais experiência para os meninos que já estavam em Xerém.
- Dániel e Di Pierro já aprenderam muitas palavras, mas o que eles não sabem, a gente vai no gesto até eles entenderem. Dentro de campo é tranquilo. Aqui é uma família e recebemos os novos membros muito bem. Brincamos bastante com eles, mas isso também é uma forma de aproximação e eles se sentem mais acolhidos. Na final do torneio na Itália, fizemos uma festa pro Di Pierro e chegamos a jogar ele pra cima. Foi legal. Tinham vários amigos e parentes dele no estádio que sentiram essa camaradagem toda. Os dois têm moral com o elenco, pelo jeito deles e o que fazem. Esse contato permanente com estrangeiros acaba sendo bom também para o grupo, que conhece outras culturas, aprende um pouco da língua deles, o que, de certa forma, é uma experiência a mais pra todos nós - lembrou o meia Jefferson Renan.
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