Entre tantos e-mails, fiquei agradavelmente surpreso com um que me foi enviado por um internauta que assina apenas como Dudu. Apesar do curto apelido, sua sugestão é de dar inveja aos grandes estrategistas. Uma tacada de gênio.
“Caro João, é um verdadeiro massacre este que o Fluminense vem sofrendo há muito tempo por uma imprensa visivelmente passional e parcial, voltada para ganhos financeiros de empresas de comunicação de massa. São raríssimas as exceções de jornalistas profissionais que analisam o futebol de maneira profunda e detalhada.
“Penso que o melhor que o Fluminense tem a fazer é criar um fato inédito, sem precedentes no futebol brasileiro, desobedecendo a lei e o regulamento, caso o STJD decida pela condenação da Portuguesa.
“Sim, burlaremos as regras e o que está escrito. Vamos fazer exatamente aquilo que ninguém espera: escolheremos jogar a Série B! É chegado o momento da verdadeira virada de mesa do Fluzão!
“Ganhará o Fluminense por ter agido com bom senso. Ao mesmo tempo, estará colocando a CBF e a FIFA num paradoxo nunca antes visto: ambas as entidades se verão na obrigação de punir o clube, suspendendo-o, por descumprimento de leis e regulamentos.
“Isso tudo vai gerar uma ordem expressa e oficial da Justiça Desportiva, que obrigará o Fluminense a acatar a ordem e jogar a Série A. Assim, o clube ficará à vontade para processar quem insinuar que somos desonestos ou que viramos a mesa”.
Brilhante, Dudu!
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Estava enganado, pode ter sido uma impressão particular, pois não foram poucos os naturais ou residentes daquela cidade que me escreveram, queixosos, em defesa da capital federal, reduto, inclusive, de muitos tricolores (foto, no Bom Tempero).
Lição aprendida! Minhas desculpas e respeito a todos!
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Em resposta ao historiador tricolor Alexandre Berwanger, que em defesa da instituição escreveu à Ouvidoria do jornal, a Folha, porém, se retratou, através de sua ombudsman Suzana Singer (foto):
“Você tem razão. O Fluminense não ‘articulou duas viradas de mesa para retornar à primeira divisão sem precisar disputar a vaga no campo’, como falamos no texto, mas foi beneficiado por problemas de arbitragem (Ivens Mendes) e de outras equipes (caso Sandro Hiroshi, que gerou a Copa João Havelange). Parece o mesmo caso agora, com a escalação irregular de um jogador da Portuguesa. Vou repassar sua crítica ao editor de Esporte e sugiro que você envie uma mensagem para o Painel do Leitor (leitor@uol.com.br).”
Melhor assim!
Fonte: Redação NETFLU - Autor: João Marcelo Garcez
DIVULGAÇÃO: Blog. Dudé Vieira.
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