No Flamengo, Renato lamentou o resultado, mas procurou ver o lado positivo da derrota:
- O jogo todo foi com o Flamengo no ataque e o Flu no contra-ataque. Fiz
questão de reunir o nosso time para saudar a torcida, porque brigamos o tempo todo, e ela nos apoiou. Um tinha de sair feliz daqui hoje, infelizmente não fomos nós, mas o time mostrou que tem qualidade para enfrentar de igual para igual qualquer um.
Fluminense e Flamengo retornam a campo no próximo domingo. O Tricolor faz o clássico com o Botafogo, no Engenhão, enquanto o Rubro-Negro visita o Bahia, em Pituaçu.
A partida no Engenhão teve público de 32.591 pagantes (38.862 presentes), com renda de R$ 1.149.110. Cem anos atrás, o placar a favor do Fluminense foi 3 a 2.
Fred comemora após marcar o gol que decidiu o Fla-Flu (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Festa e gol logo cedo
Antes do apito inicial, houve muita festa pelos 100 anos do clássico. Foi disputada uma preliminar de 20 minutos, com artistas e ex-jogadores de Fla e Flu. Depois, Toni Platão e Dudu Nobre cantaram os hinos dos clubes, acompanhados pela banda dos Fuzileiros Navais. Por fim, Peter Siemsen e Patricia Amorim, presidentes de Flu e Fla, receberam um troféu comemorativo aos 100 anos do clássico.
Com a bola rolando, o que se viu foi o Flamengo tomando a iniciativa nos primeiros minutos. Luiz Antonio, improvisado pela lateral direita, buscou o apoio. No meio, Bottinelli e Ibson tentaram municiar o ataque formado por Diego Maurício e Vagner Love, que teve a primeira chance do jogo, após bom passe do argentino, mas bateu nas mãos de Cavalieri.
O Fluminense, por sua vez, entrou em campo com a opção de jogar fechado. Apesar de ter jogadores de característica ofensiva em campo, como Deco, Thiago Neves, Wellington Nem e Fred, o time ficou à espera de bobeadas do Flamengo para contragolpear. E, logo na primeira oportunidade que teve, abriu o placar.
Aos dez minutos, Wellington Nem foi lançado em velocidade e acabou parado com falta por González, no bico direito da grande área. A cobrança não foi boa e parou na barreira, mas a zaga do Flamengo afastou mal, e a bola voltou a Thiago Neves na ponta direita. Ele limpou a jogada e cruzou com açúcar para Fred, no meio da área, desviar de pé direito e marcar seu primeiro gol em Fla-Flus.
O gol não fez o panorama da partida mudar no primeiro tempo. O Flu continuou com duas linhas de quatro, à espera de vacilos rubro-negros, enquanto o Fla tinha mais a bola, mas trocava passes sem objetividade e praticamente não criava chances de gol.
Ao final da etapa, o Flamengo tinha 57% da posse de bola e oito finalizações, contra três do adversário. Entretanto, só assustou em uma falta de longe de Renato, que saiu rente ao travessão.
O Fluminense, por outro lado, esteve muito próximo de ampliar sua vantagem aos 34 minutos. Thiago Neves foi à linha de fundo pela direita e cruzou para Fred. A bola passou na boca do gol, e o camisa 9, que entrou de carrinho, não alcançou por questão de centímetros.
Gum e Love se estranham em disputa perto da área tricolor (Foto: André Durão/Globoesporte.com)
Fla lança garotos e parte para o abafa
Na volta para o segundo tempo, Joel Santana promoveu uma alteração no Flamengo: Adryan, de 17 anos, entrou na vaga de Diego Maurício. O Fluminense manteve sua formação inicial. Adryan, que é meia de origem, passou a exercer a função de segundo atacante. O Tricolor continuou bem armado na defesa, saindo na boa e deixando o adversário sem poder de penetração - apenas arriscando bolas levantadas e chutes de fora da área.
O jogo se desenrolou ao feitio que agradava ao Fluminense. O Flamengo, com 60% da posse de bola, não conseguia espaços e, com o passar do tempo, foi ficando nervoso. O Flu, toda vez que ia à frente, principalmente com Wellington Nem, causava calafrios à defesa rubro-negra, que ainda teve um desfalque ao longo da etapa final: o chileno Marcos González, sozinho, machucou as costas e teve de dar lugar a Arthur Sanches, que passou a formar dupla com Marllon.
Por volta dos 30 minutos, o clássico passou a ganhar outros ares. Abel tirou Fred, que voltava de lesão, e lançou Samuel. Joel respondeu tirando o volante Amaral para a entrada do meia-atacante Mattheus. Abel agiu rapidamente, tirando Deco para a entrada de Valencia.
Na base da vontade, o Flamengo foi para o ataque e chegou a criar chances para empatar. Magal fez boa jogada pela esquerda e cruzou na medida para Adryan, livre na área. O jovem cabeceou, e a bola saiu tirando tinta do poste direito de Cavalieri.
Depois, numa sequência de escanteios, o ataque do Flamengo fez uma blitz na área tricolor e ainda acertou a trave, numa cabeçada de Arthur Sanches, mas não conseguiu o empate. O Fluminense, com Wellington Nem puxando contra-ataques, mostrou também que não estava morto no jogo e que poderia ampliar a qualquer momento. No fim, com atuação irrepreensível de sua dupla de zaga (Gum e Anderson), o time de Abel garantiu a vitória no Fla-Flu do centenário.
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