quinta-feira, 1 de novembro de 2012

DEPOIS DE CONVENCER PETER A NÃO SER VENDIDO, NEM DIZ: 'HOJE ME AGRADECE'

Atacante lembra proposta do CSKA antes do fim do Brasileirão 2011 e vibra com bom desempenho: 'Às vezes não acredito no que está acontecendo'

Por Edgard Maciel de Sá e Eric Faria Rio de Janeiro


Antes de deixar os rivais para trás com a camisa do Fluminense, Wellington Nem precisou driblar um "adversário" interno na busca pelo sonho de brilhar no clube do coração de sua família. Revelação do último Campeonato Brasileiro no Figueirense, o atacante recebeu uma proposta de 4,5 milhões de euros do CSKA Moscou faltando três rodadas para o fim do Brasileirão 2011. Ao término de seu empréstimo, voltou para as Laranjeiras e foi convocado pela diretoria para uma reunião.
Ouviu do presidente Peter Siemsen:

- A proposta é boa e queremos vender você. Estamos precisando do dinheiro e vai ser difícil você jogar nesse elenco.

Logo o atacante rebateu:

- Não quero ir embora. Sonho jogar no Flu e confio no meu talento.

Dito e feito. Nem ficou, conquistou seu espaço na equipe titular e hoje quem lhe dá razão é o próprio dirigente tricolor.

- Hoje o Peter me agradece por tê-lo convencido a não me vender. A proposta existia antes do fim do campeonato passado. Marcaram a reunião e fui com meu pai. Consegui convencer o presidente e retribuí em campo. Outro dia, ele passou por mim e lembrou que queria me vender, mas disse que agora não quer mais e que eu vou ficar para sempre no Fluminense - contou, aos risos, Wellington Nem.


- Ainda bem que ele estava certo e eu, errado. Nem ficou, deu retorno técnico, já foi convocado para a Seleção... E hoje, com certeza, vale muito mais do que antes - corroborou Peter.

De membro do time C na pré-temporada, a revelação tricolor deixou a forte concorrência para trás, superando nomes como Rafael Sobis, Rafael Moura e Martinuccio. Virou titular ainda na reta final da fase de grupos da Taça Guanabara e desde então só saiu da equipe por causa de lesões e suspensões. Um desempenho tão bom, com 46 jogos e nove gols, que rendeu uma renovação de contrato até dezembro de 2015 - com multa rescisória para o exterior de 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 52 milhões) - e surpreendeu até mesmo o próprio Wellington Nem.

- A ficha ainda está caindo. Às vezes não acredito em tudo o que aconteceu e ainda está acontecendo. Foi tudo muito rápido. Comecei no terceiro time e as chances foram surgindo. Depois virei titular, fui campeão carioca, joguei a Libertadores e agora sou um dos destaques de um time recheado de estrelas. Tudo o que imaginei virou realidade - disse.

wellington nem fluminense amigos (Foto: Edgard Maciel de Sá / Globoesporte.com)Wellington Nem se diverte na varanda de casa ao lado do pai, Juarez, do segurança Marcelo e do amigo Valdeir (Foto: Edgard Maciel de Sá / Globoesporte.com)
Além das já famosas arrancadas, Nem tem se destacado nas últimas partidas também por sua insistência em ficar de pé. Ao contrário de atletas que se jogam ao menor contato físico de um adversário, o camisa 18 tenta ao máximo dar sequência às jogadas. Por vezes tem sucesso, como no primeiro gol sobre o Coritiba. Em outras, acaba desperdiçando a chance, como quando ficou sem ângulo após driblar o goleiro Victor na derrota para o Atlético-MG, no último dia 21.

- Tenho essa característica desde pequeno. Sou forte. Os caras batem e eu não caio. Aliás, não gosto de cair. A queda pode impedir um gol. O adversário pode até ser advertido, mas prefiro ter a chance de marcar. Contra o Atlético-MG, o cara me segurou demais. Se eu caio, ele poderia ser até expulso. Mas preferi ficar em pé e perdi o gol. Faz parte - resumiu.

Apesar de ter as características de garçom, ele diz que gosta de balançar a rede.
- Gosto de fazer gols também. Às vezes deixo meus companheiros na cara do gol. Tenho essa característica. Mas também procuro marcar. Já fiz seis e poderia ter dez no campeonato de tantos outros que perdi (risos).

 FONTE: GLOBOESPORTE.COM
DIVULGAÇÃO: Blog. Dudé Vieira. 

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