Atacante lembra proposta do CSKA antes do fim do Brasileirão 2011 e vibra com bom desempenho: 'Às vezes não acredito no que está acontecendo'
Por Edgard Maciel de Sá e Eric Faria Rio de JaneiroOuviu do presidente Peter Siemsen:
- A proposta é boa e queremos vender você. Estamos precisando do dinheiro e vai ser difícil você jogar nesse elenco.
Logo o atacante rebateu:
- Não quero ir embora. Sonho jogar no Flu e confio no meu talento.
Dito e feito. Nem ficou, conquistou seu espaço na equipe titular e hoje quem lhe dá razão é o próprio dirigente tricolor.
- Hoje o Peter me agradece por tê-lo convencido a não me vender. A proposta existia antes do fim do campeonato passado. Marcaram a reunião e fui com meu pai. Consegui convencer o presidente e retribuí em campo. Outro dia, ele passou por mim e lembrou que queria me vender, mas disse que agora não quer mais e que eu vou ficar para sempre no Fluminense - contou, aos risos, Wellington Nem.
- Ainda bem que ele estava certo e eu, errado. Nem ficou, deu retorno técnico, já foi convocado para a Seleção... E hoje, com certeza, vale muito mais do que antes - corroborou Peter.
De membro do time C na pré-temporada, a revelação tricolor deixou a forte concorrência para trás, superando nomes como Rafael Sobis, Rafael Moura e Martinuccio. Virou titular ainda na reta final da fase de grupos da Taça Guanabara e desde então só saiu da equipe por causa de lesões e suspensões. Um desempenho tão bom, com 46 jogos e nove gols, que rendeu uma renovação de contrato até dezembro de 2015 - com multa rescisória para o exterior de 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 52 milhões) - e surpreendeu até mesmo o próprio Wellington Nem.
- A ficha ainda está caindo. Às vezes não acredito em tudo o que aconteceu e ainda está acontecendo. Foi tudo muito rápido. Comecei no terceiro time e as chances foram surgindo. Depois virei titular, fui campeão carioca, joguei a Libertadores e agora sou um dos destaques de um time recheado de estrelas. Tudo o que imaginei virou realidade - disse.
- Tenho essa característica desde pequeno. Sou forte. Os caras batem e eu não caio. Aliás, não gosto de cair. A queda pode impedir um gol. O adversário pode até ser advertido, mas prefiro ter a chance de marcar. Contra o Atlético-MG, o cara me segurou demais. Se eu caio, ele poderia ser até expulso. Mas preferi ficar em pé e perdi o gol. Faz parte - resumiu.
Apesar de ter as características de garçom, ele diz que gosta de balançar a rede.
- Gosto de fazer gols também. Às vezes deixo meus companheiros na cara do gol. Tenho essa característica. Mas também procuro marcar. Já fiz seis e poderia ter dez no campeonato de tantos outros que perdi (risos).
FONTE: GLOBOESPORTE.COM
DIVULGAÇÃO: Blog. Dudé Vieira.
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