sábado, 4 de junho de 2011

MUITO OBRIGADO, SEU RIVA!

Wallace Teixeira/Photocamera

A lateral do Estádio Manoel Schwartz já não conta mais com a presença diária de um funcionário folclórico. Aos 65 anos, sendo 35 dedicados ao Fluminense, o massagista Sandoval Neto, o famoso Rivelino, encerrou seus dias de atividade. Nesta quarta-feira (1°), "Riva" esteve nas Laranjeiras para se despedir dos atletas e demais profissionais com quem trabalhou no clube.

Recuperado de um enfarto, sofrido no dia 16 de abril, Rivelino ouviu do médico que não poderia mais carregar peso ou fazer grande esforço físico. Foi a confirmação de sua aposentadoria definitiva. Em sua despedida oficial, o agora ex-massagista recebeu o carinho do grupo.

- Fiquei um mês e pouco fora do Fluminense e quando cheguei os funcionários me receberam de braços abertos. Os jogadores depois me levaram no vestiário, fizeram aquela rodinha e me abraçaram. Esse reconhecimento é muito bom.

Riva chegou às Laranjeiras em 1976 por intermédio de Nicolau, massagista da época, que conheceu através de sua então namorada e atualmente esposa, Piedade da Conceição. Com orientações do conhecido, realizou o curso profissionalizante de massagista e ingressou como estagiário no clube trabalhando no esporte amador. O foco, porém, sempre foi o futebol.

- Era muito parado lá, não era a minha praia. Pedi para ir para o futebol e como gostaram de mim, fui convidado. Tive a oportunidade de trabalhar nas categorias de base e aproveitei a minha chance. Fui o primeiro massagista quando o centro de treinamento de Xerém foi inaugurado. Na época, cobria folga e férias no futebol profissional, mas só subi de categoria mesmo em meados de 90.

Sandoval Neto na certidão de nascimento, é bem provável que poucos o conheçam pelo nome de registro. O apelido que se tornou sua marca foi uma brincadeira do ex-médico do clube, Dr. Luiz Gallo, que achou o novo massagista muito parecido com o craque da seleção e do próprio Fluminense.

- Na década de 60, quase 70, eu jogava na praia e um cara lá botou o apelido por causa do bigode e por também ser canhoto. Quando cheguei no Fluminense, o Dr. Gallo olhou pra mim e falou que eu era muito parecido com o Rivelino. Falei pra ele que então estava confirmado, pois já me chamavam assim. Tive que tirar o bigode um tempo, pois sofri com um problema de irritação na pele e todo mundo reclamou, até minha esposa. Era bom que eu ficava com cara de mais jovem, mas depois acabei deixando crescer.

Antevendo a possibilidade de não contar mais com a presença do Riva após o enfarto, o atual grupo de massagistas do Fluminense solicitou ao departamento de futebol nomear a nova sala que receberam da diretoria em sua homenagem.

Com o encerramento de uma carreira de 35 anos no clube, Rivelino só tem a agradecer ao Fluminense pelas conquistas profissionais, que ainda renderam seis convocações pelo Comitê Olímpico Brasileiro (Olimpíadas: Sidney e Atenas; Pan-Americano: Winnipeg e Santo Domingo; Sul-Americano: Brasil e Buenos Aires).

- Estou feliz pois tive o prazer de trabalhar no Fluminense. A importância desse clube é muito grande. Se estivesse num emprego comum, não teria essa experiência de vida que tive, as viagens para o exterior e pelo Brasil, além das convocações – finalizou o ex-massagista, que ainda prometeu comparecer sempre que possível nas Laranjeiras para visitar os amigos.

Fonte: www.fluminense.com.br
Divulgação e apoio: Blog Dudé Vieira.

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